Como promover a desospitalização devido ao transplante de órgãos sólidos? Panorama atual no Brasil e profilaxia da infecção pelo citomegalovírus com valganciclovir

Autores

  • Camila Rufino F. Hoffmann-La Roche Ltd, São Paulo, SP, Brasil.
  • Daniela Carlini Hoffmann-La Roche Ltd, São Paulo, SP, Brasil.
  • Marcia Alves Hoffmann-La Roche Ltd, São Paulo, SP, Brasil.
  • Hellen Kim Sense Company, São Paulo, SP, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.21115/JBES.v8.n1.p47-57

Palavras-chave:

valganciclovir, ganciclovir, citomegalovírus, transplante, alta do paciente

Resumo

Objetivo: O estudo teve o objetivo de avaliar o panorama dos transplantes de órgãos sólidos (TOS) no Brasil e compreender as diferenças entre a profilaxia oral com valganciclovir e o tratamento preemptivo intravenoso com ganciclovir em pacientes de alto risco para desenvolvimento da doença pelo citomegalovírus (CMV) (D+/R-), e seu potencial impacto na desospitalização. Métodos: Por meio do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), uma análise retrospectiva foi realizada para avaliar os principais centros de transplantes brasileiros e obter os TOS realizados em 2014. Os cálculos foram baseados na permanência hospitalar média por TOS, tempo de internação para cada abordagem farmacológica e número de pacientes D+/R-. A permanência hospitalar para tratamento preemptivo e profilaxia foram baseadas em diretrizes de uma instituição brasileira de referência. A taxa de infecção de CMV foi obtida de uma revisão da literatura. O desenvolvimento da doença pelo CMV após tratamento preemptivo ou profilaxia não foi considerado. Resultados: Em 2014, os centros de transplante avaliados realizaram um total de 6.912 TOS. O valganciclovir profilático proporcionou anualmente 21 dias a menos de hospitalização por paciente. A partir da relação do valor incremental (21 dias) entre a utilização de ganciclovir e valganciclovir e a média geral de permanência hospitalar no SUS para qualquer procedimento (5,6 dias), sugere-se que 3,75 novas internações por qualquer causa poderiam ocorrer por cada paciente em profilaxia. Conclusão: O valganciclovir profilático para pacientes D+/R- submetidos a TOS é potencialmente capaz de promover a desospitalização, permitindo maior comodidade ao paciente transplantado e utilização racional de recursos pela instituição.

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Publicado

2016-04-20

Como Citar

Rufino, C., Carlini, D., Alves, M., & Kim, H. (2016). Como promover a desospitalização devido ao transplante de órgãos sólidos? Panorama atual no Brasil e profilaxia da infecção pelo citomegalovírus com valganciclovir. Jornal Brasileiro De Economia Da Saúde, 8(1), 47–57. https://doi.org/10.21115/JBES.v8.n1.p47-57

Edição

Seção

Artigos