Custos diretos e indiretos da fibromialgia: uma revisão de escopo
DOI:
https://doi.org/10.21115/JBES.v13.n3.p338-44Palavras-chave:
fibromialgia, dor crônica, custos com assistência médica, gastos em saúdeResumo
Objetivo: Identificar os custos médicos diretos e indiretos de pacientes com fibromialgia (FM), bem como elucidar os recursos em saúde utilizados. Métodos: Foi realizada uma revisão de escopo nas bases de dados Medline/PubMed, SciELO e Lilacs, tendo como critérios de inclusão publicações que versavam sobre os custos da FM, publicadas a partir de 2009, disponíveis eletronicamente na íntegra, nos idiomas português, inglês ou espanhol. As buscas foram realizadas entre fevereiro de 2019 e abril de 2021. Resultados: Foram identificados 124 artigos, sendo selecionados 9. Os estudos selecionados foram desenvolvidos na Europa (n=5), América do Norte (n=3) e Ásia (n=1). O número de participantes nos estudos variou de 57 a 2.098, com maior predomínio de pacientes do sexo feminino e idade média variando de 42,6 a 55,2 anos. A média de comorbidades foi de 2,4 a 4,9 por paciente, com um tempo de diagnóstico variando de 4,3 a 6,9 anos. A média do número de consultas médicas variou de 4,68 a 23,3 por paciente/ano, sendo os custos diretos anuais, convertidos para o ano de 2021, de U$ 925,62 a U$ 8.116,59, representando 10,5% a 37,6% dos valores dos custos totais. A média anual de custos indiretos variou de U$ 7.274,98 a U$ 32.294,87, representando 62,4% a 89,5% dos custos totais. Conclusão: Os custos diretos identificados refletiram um panorama do modelo assistencial adotado pelos países que compuseram esta pesquisa e identificamos maior sobrecarga de custos indiretos em relação aos custos totais por paciente, demonstrando maior impacto na comunidade.
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