Um índice prático para apoiar a sustentabilidade hospitalar
DOI:
https://doi.org/10.21115/JBES.v18.p6-9Palavras-chave:
Sustentabilidade do sistema de saúde, Teoria de Resposta ao Item (TRI), indicadores críticos, Índice de Eficiência e Sustentabilidade, desempenho hospitalar, Grupos de Diagnóstico RelacionadosResumo
Objetivo: A pandemia evidenciou a necessidade de garantir a sustentabilidade do sistema de saúde, impulsionando a empresa brasileira 2iM a desenvolver novos modelos de avaliação para hospitais, médicos e operadoras de planos de saúde, utilizando o Escore de Valor em Saúde. A Teoria de Resposta ao Item (TRI) é agora apresentada como uma nova ferramenta matemática fundamental na avaliação hospitalar, permitindo identificar indicadores críticos e promover a sustentabilidade financeira e operacional. Métodos: O artigo propõe uma avaliação de desempenho hospitalar baseado no TRI, utilizando software que coleta dados sobre internações e aplica o sistema APR DRG para classificar as informações e gerar insights para a identificação de indicadores-chave, como tempo de permanência, alta com horário determinado, reinternações, óbitos e faturamento. Resultados: Salienta-se o desempenho em tempo de permanência, que foi de 76,50%, enquanto o indicador de alta com horário determinado atingiu 69,31% e o faturamento ficou em 75,99%. O tempo médio de permanência foi de 4,11 dias, enquanto o ideal seria 2,90 dias, representando uma oportunidade de receita de R$ 1,6 bilhão entre 2020 e 2024. Além disso, 30,69% das altas ocorreram fora do horário determinado, criando uma oportunidade adicional de receita de R$ 474 milhões, considerando a importância do cumprimento da logística hospitalar. Conclusão: O Índice de Eficiência Hospitalar mostrou ser simples e de prática aplicação e compreensão, indicando pontos-chave de atenção e revisão na gestão hospitalar.
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